E se a palavra não condiz com o que parece? Porque eu sinto que, na verdade, pode ser que as coisas não sejam bem assim? Cá da Terra eu me pergunto, meu Deus, onde fui que aprendi ter medo assim? Foi lá fora mesmo, foi no mundo feio mesmo, ou foi mais dentro? Faz favor, senhor, de me retornar o recado. E se num acaso, eu estiver no fim, juntando os pedaços, duma arte que parecia certa, mas que não era? Quanto espinho me sinto por dentro, coisa demonienta, ou coisa que é necessária, pra entrar no mar, chegar na vida, pra ser inteira? Ah, que raio que toda lembrança vem, vem pra perto dos olhos, me faz confusa tempo todo. Eu só quero pedir que no final da batalha a gente possa ser amigo, eu e quem luta comigo. A raiva vai passando devagarinho. Quando ouço voz eu me animo, eu me encanto.
Sabe que ninguém nunca fez algo cruel achando que fazia algo errado? Seria mais fácil pensar que era por maldade e era consciente - mas não era. No fundo, tinha algum ideal. Vê-se bem, então, que ás vezes a gente tortura, sem pensar que tortura, dizendo que não, dizendo que é preciso? Mas tortura, machuca, fere, deixa marca. E no depois é que percebe, só se alguém batalha pra abrir o olho nosso. Eu digo isso do fundo. O que é meu, o que é teu, o que a gente pode? Ah meu Deus, que dor. É como andar todo santo dia numa corda fina, suspensa entre uma cordilheira e outra - o abismo sempre ali presente, a todo minuto, a todo segundo. E uma voz grita de todos os cantos: estou aqui pra te ajudar, estou aqui para o que precisar, eu nunca vou te julgar, você pode contar comigo. Mas você não vê a pessoa. Você não vê de que modo ela poderá te socorrer. Você não sente (pior) o medo ir embora. Algo muito forte te diz que a voz mente - sem nem saber que mente.
O que é que se faz com isso?
"É chegada a hora, a idade de enteder, que se ficar lá fora o bicho vai comer. Agora vou lá fora, outra jistória vou viver, e vou ficar lá fora, vou pagar pra ver. Quem vai pagar pra ver, quem vai? Quem vai correr, quem vai ficar?"
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
As lágrimas que tu chora
Que bondade que nada, isso tudo vai emboa em alguns segundos. Eu sei disso. O amor de vocês é tão enraizado quanto a folha seca que cai da árvore no outono.
Me desculpe, estou rude. Mas não por caso de gosto meu, mas porque vejo as coisas meio assim, entre nós. A impressão que dá é que no mais leve ressoar de invasão, o diamente é esfarelado pela pressão dos dedos. Como podia, então, diamante ser? Isso que bate sem parar na minha cabeça.
Me desculpe, estou rouca, não vou falar muito. No fim das contas, tenho me esquecido de considerar tudo uma parte de mim - por pior horrível terrível que seja. Então, estou na fase dos testes. E esse é mais um. (Que pecado dizer isso). Mas mesmo assim, essa violência sutil a que me submetem - e é violência sim, mesmo que não percebam ou não saibam - ainda bate aqui dentro e entra como uma agulhinha incandescente, que vai queimando e ao mesmo tempo doendo. Dizer que não posso fazer parte, por mais que eu já desconfiasse, fez crescer um rio perto dos meus olhos. "Não pode". Para tudo há restrições. Para tudo há elites. Para tudo há perigos. Para tudo há distanciamento.
Cada vez ais? Cada vez maiores? Cada vez mais feios? Desculpe, mas ainda não dá pra sentir com gosto tudo isso. Nem com, pelo menos, neutralidade.
Podia estar passando uma música daquelas em que é uma flauta tocando, e só uma flauta, mais nada, não é? Parece bem perto do silêncio. Mas para mim é isso que está tocando agora. Sabe que depois de correr muito, eu fiquei cansada. E ás vezes eu gosto muito de estar cansada. Posso ficar parada, frágil, sabendo que não há necessidade de me proteger - ninguém vai me atacar, verão que só quero dormir, deixarão, portanto, e poderão até, quem sabe, sentir algum carinho. As pessoas gostam das criaturas mansas, e a gente é mansa quando tá imóvel. Toda aceita, sem pretensão de rir, de chorar, de mergulhar. Quando a gente tá só ali, bem parada. Bem sem vontade de sofrer também. As pessoas gostam. Também porque assim não precisam sentir medo.
Mas sabe que tem me machucado ficar muito próxima. É, dizem que a gente nunca quer ver a parte ruim do outro, mas ás vezes ver essa parte, e assim, tão claramente, dói um tanto mais do que precisava doer. Bem estampado nos olhos. Transparente. Berrante. É, é uma coisa que berra, e enxe os meus ouvidos. E enxeu e eu vi e tá como quando eu cai e machuquei muito os joelhos.
Me desculpe, estou rude. Mas não por caso de gosto meu, mas porque vejo as coisas meio assim, entre nós. A impressão que dá é que no mais leve ressoar de invasão, o diamente é esfarelado pela pressão dos dedos. Como podia, então, diamante ser? Isso que bate sem parar na minha cabeça.
Me desculpe, estou rouca, não vou falar muito. No fim das contas, tenho me esquecido de considerar tudo uma parte de mim - por pior horrível terrível que seja. Então, estou na fase dos testes. E esse é mais um. (Que pecado dizer isso). Mas mesmo assim, essa violência sutil a que me submetem - e é violência sim, mesmo que não percebam ou não saibam - ainda bate aqui dentro e entra como uma agulhinha incandescente, que vai queimando e ao mesmo tempo doendo. Dizer que não posso fazer parte, por mais que eu já desconfiasse, fez crescer um rio perto dos meus olhos. "Não pode". Para tudo há restrições. Para tudo há elites. Para tudo há perigos. Para tudo há distanciamento.
Cada vez ais? Cada vez maiores? Cada vez mais feios? Desculpe, mas ainda não dá pra sentir com gosto tudo isso. Nem com, pelo menos, neutralidade.
Podia estar passando uma música daquelas em que é uma flauta tocando, e só uma flauta, mais nada, não é? Parece bem perto do silêncio. Mas para mim é isso que está tocando agora. Sabe que depois de correr muito, eu fiquei cansada. E ás vezes eu gosto muito de estar cansada. Posso ficar parada, frágil, sabendo que não há necessidade de me proteger - ninguém vai me atacar, verão que só quero dormir, deixarão, portanto, e poderão até, quem sabe, sentir algum carinho. As pessoas gostam das criaturas mansas, e a gente é mansa quando tá imóvel. Toda aceita, sem pretensão de rir, de chorar, de mergulhar. Quando a gente tá só ali, bem parada. Bem sem vontade de sofrer também. As pessoas gostam. Também porque assim não precisam sentir medo.
Mas sabe que tem me machucado ficar muito próxima. É, dizem que a gente nunca quer ver a parte ruim do outro, mas ás vezes ver essa parte, e assim, tão claramente, dói um tanto mais do que precisava doer. Bem estampado nos olhos. Transparente. Berrante. É, é uma coisa que berra, e enxe os meus ouvidos. E enxeu e eu vi e tá como quando eu cai e machuquei muito os joelhos.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Que hostilidade besta?
É o sonho. Assim, e ao mesmo tempo, o jogo. Digo, eu me digo "Por que diaxo não posso tentar encantar o menino no tempo que bem entendo? Simplesmente porque talvez ele não entenda?", e então eu penso, mas e se o rapaz estiver fora do apego - das idéias rudes de desencanto? Então, se sim, poderia eu, de repente, ir dizendo sem sufoco os meus feitos do coração. Mas juro, já não acredito que tem muita gente fora do ciclo da jogada, sabe bem como? É triste, é sim... daí minha cabeça me diz: entre na roda e aprenda como é que se joga. Mas isso dói, dói no peito que nem te contar posso. A hositilidade me quebra. E o problema é que não to mais de cara aberta querendo pagar pra ver. Teve uns e outros que murcharam minha capacidade de fazer isso. Mas no fim, to recuperando. O pessoal que faz circo vai me ajudando a ver que pra mim, crescer é se desarmar. Falando bem de leve, bem suave.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pra gente ter um pouco mais de riso.
Vá com calma. Na rapidez eu perco, fico em susto. Não entendo nada. Sobe uma coisa, uma coisa meio errada. Tudo acaba por chegar no muro. Então vem a sensação de "já passou?". Mas também, não vá embora. Fique um pouco. Umpouco mais. Quem sabe, você não acha algo novo, sim? É que na distração, encontrei um ponto...vai que acontece o mesmo, contigo? Eu sei, ainda não acho que possa, mas quero acreditar, que nessa vida nova que chamo, e que há de vir, eu possa, sem culpa, pedir: tem um pouquinho de paciência, tem? E digo por favor, sem ter que aceitar. Mas se quiser, seria mais fácil sorrir.
No Oriente eles gostam de frutas, e das árvores. E é lá que nasce o Sol. Então eu queria ir pra lá. Talvez pra andar na vagareza, sabe? Ou não, vai que é tudo igual? Mas o que ando pensando é que nas nuances é que anda o sonho. Bem naquelas pessoas mesmo, que são bastante coisa. Principalmente os que falam devagar. Sabe de uma coisa? Um dia eu vi o menino lavando umas coisas, uns talheres, e ele foi tão dócil quando o pediram, e ele estava só ali, em pé, fazendo aquilo, que não consigo nem entender o porquê de ter visto tanta delicadeza - mas vi. E era mesmo muito doce. Ainda bem que isso existe...
No Oriente eles gostam de frutas, e das árvores. E é lá que nasce o Sol. Então eu queria ir pra lá. Talvez pra andar na vagareza, sabe? Ou não, vai que é tudo igual? Mas o que ando pensando é que nas nuances é que anda o sonho. Bem naquelas pessoas mesmo, que são bastante coisa. Principalmente os que falam devagar. Sabe de uma coisa? Um dia eu vi o menino lavando umas coisas, uns talheres, e ele foi tão dócil quando o pediram, e ele estava só ali, em pé, fazendo aquilo, que não consigo nem entender o porquê de ter visto tanta delicadeza - mas vi. E era mesmo muito doce. Ainda bem que isso existe...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Diga mais pra cima, pra parecer verdade, pra eu pensar em vivida.
Egoistamente.
Não importa, tu que não se importa primeiro, então posso eu - também.
Eu me importo. Mas.
Tira o riso da cara.
Te entendo.
Quase. Que bem.
A família, a dureza, o medo.
Mas você magoou. Um tanto.
E sou ridícula por contar. Mas me fez mal, mal, mal...
Choro ainda. Ás vezes. Por pouco. Eu sei.
Sei que "não tem nada com isso". Talvez. Pus na cabeça. Não tenho direito. Não posso. Não devo.
Mas não.
Que seja responsável.
Com o que cativou.
(não sei o que devia ter dito se devia se não mas foi e pensar liquida trucida mas eu vou fazendo força pra não achar que fiz mal em dizer o verdaro-paradeiro, que se ocorria por dentro - mesmo que não fosse para.)
Egoistamente.
Não importa, tu que não se importa primeiro, então posso eu - também.
Eu me importo. Mas.
Tira o riso da cara.
Te entendo.
Quase. Que bem.
A família, a dureza, o medo.
Mas você magoou. Um tanto.
E sou ridícula por contar. Mas me fez mal, mal, mal...
Choro ainda. Ás vezes. Por pouco. Eu sei.
Sei que "não tem nada com isso". Talvez. Pus na cabeça. Não tenho direito. Não posso. Não devo.
Mas não.
Que seja responsável.
Com o que cativou.
(não sei o que devia ter dito se devia se não mas foi e pensar liquida trucida mas eu vou fazendo força pra não achar que fiz mal em dizer o verdaro-paradeiro, que se ocorria por dentro - mesmo que não fosse para.)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ai por favor responda qualquer coisa não me deixe jogar. A gente, que anda muito tempo sem andar fica com sede de vida de bebida de vitrola e depois quando aparece uma pessoa a gente fica com medo da demora com medo do embora com medo de não ficar. Primeiro, sem saber, a gente fica com medo da pessoa não ficar. Mas segundo, a gente fica com medo de a gente não ficar.
Meu querido eu vi flores, eu entendo de amores, mas eu não sei saber sem pensar. Se me entende agora, fique por aqui, por algum tempo, quem sabe, não é mesmo? Porque quando eu corro sem prestar atenção nos pés eu corro por muito tempo, eu vou longe. Eu corro rápido. Só. Se. Eu não. focar.
aaaaaaaaaaaaaaaaai
Meu querido eu vi flores, eu entendo de amores, mas eu não sei saber sem pensar. Se me entende agora, fique por aqui, por algum tempo, quem sabe, não é mesmo? Porque quando eu corro sem prestar atenção nos pés eu corro por muito tempo, eu vou longe. Eu corro rápido. Só. Se. Eu não. focar.
aaaaaaaaaaaaaaaaai
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