quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Vou me isolar mais quantas vezes eu quiser. É sinceramente bom quando acho bom e quando quero me isolar. Tanto que ninguém imagina. É a mesma coisa que nunca mais pedir. É a mesma coisa que amputar uma coisa que doía. É a mesma coisa que machucar com tristeza e não com raiva. É como dar o troco docemente - não era assim que era melhor?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Storia, Storia..
Me perdi, me perdi, o que eu ia dizer mesmo? É que começei a ouvir "paz, eu quero paz, já me cansei de ser a última a saber de ti..." numa voz bonita. Daí eu me esqueci. Mas, acabei me esquecendo também de lamentar...não, lamentar, não mais. Dói bastante. É melhor pensar que é o curso da história, da vida, de tudo, não é? Tudo bem que as reviravoltas para mim demoram, mas flutuando é mais fácil seguir. Sabe, comigo parece ser assim: longe, vago, rápido. Pois vá embora por favor! Que não demora pra esta dor sangrar!
Acorda cedo de manhã, não lamenta a onde não, escuta o som do coração, vai em frente com a maré, se tu esquece da minha voz, tua calma que'é felina, não me empurra na contra-mão, não me joga assim no chão, se és moleque então se ofende, eu não vou pular na fonte, eu tenho paz eu tenho santo, eu tenho muito o que andar.
Se eu falasse francês? Seria mais bonito de se falar "Não fique triste porque não é mais tão bonito como era antes, não fique triste porque alguma coisa se perdeu, pelo menos não lamente, existe o sonzinho de uma voz que diz pedrinha, não chore, não chore, menina, você sabe até dançar! Tudo bem, tudo bem, teu amor vem nascendo, o deles é perdido, é remontado, mas tem a história da escola, do menino que não morde, do menino que é vestígio, da tal felicidade. Ele sorri, fica tímido, não se encolhe, passa bem bonito, é calmo, é calma, é esperança mesmo que distante. Não chore, não chore, tudo bem!"
Tanta história pra contar e você deixa isso morrer...
Acorda cedo de manhã, não lamenta a onde não, escuta o som do coração, vai em frente com a maré, se tu esquece da minha voz, tua calma que'é felina, não me empurra na contra-mão, não me joga assim no chão, se és moleque então se ofende, eu não vou pular na fonte, eu tenho paz eu tenho santo, eu tenho muito o que andar.
Se eu falasse francês? Seria mais bonito de se falar "Não fique triste porque não é mais tão bonito como era antes, não fique triste porque alguma coisa se perdeu, pelo menos não lamente, existe o sonzinho de uma voz que diz pedrinha, não chore, não chore, menina, você sabe até dançar! Tudo bem, tudo bem, teu amor vem nascendo, o deles é perdido, é remontado, mas tem a história da escola, do menino que não morde, do menino que é vestígio, da tal felicidade. Ele sorri, fica tímido, não se encolhe, passa bem bonito, é calmo, é calma, é esperança mesmo que distante. Não chore, não chore, tudo bem!"
Tanta história pra contar e você deixa isso morrer...
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
das palavras dos poetas
Me desculpe mas eu ainda não entendi. Precipitando-me desde o príncipio é que não farei. A coisa já me pegou pelos braços, mas o que espero agora é pegar-me pelo peito. As palavras entram e saem, e isso eu percebo, mas eu só farei delas vida quando entender que assim ser é que se deve. Não me diga que se expressa de forma estranha, entendo: como ingratidão. Eu vi as luzes no poste, fiquei tão triste, achei que não mais dentro de si mesmo estava. Mas que dor. Entende bem? As vozes ecoam, tão boas que são. Naquele momento em que a gente não está mais um dentro de cada um, mas um fora de cada um, e daí no corpo fica só a alma (digo, o coração) e então conversar é que se pode, bem somente só com os olhos. Se me entende, sei que perfeitamente. Vimos na árvore um olho de azulão, pedistes pra que eu atendesse, e aquilo me entrou. Das palavras saem o som, e quando em música, desse jeito, algo de mais se aparece, e então algum sem nada desaparece, daí a felicidade toma espaço. Pois bem, nessas horas parece pura prece. Tão pouco ainda é, mas se o cansaço chega e espanto, a busca morrer é que não vai. Cresce, só cresce. E chega no céu.
Evapoar.
E ando ainda atrás desse tempo ter, o de não correr, de ele me encontrar...
Não tem muito olá, mas tudo bem. Não tem muito demonstro, tudo bem. Não tem mais (tanta) importância, tudo bem. Eu tenho o que ainda não existe, mas vai existir. Então já existe, e me faz companhia. E ninguém mais vai me dizer que ele não é real... só porque cresce em mim á partir de mim, aparentemente. De aparência vivem os racionais, e fechando a porta pra essa dica é que eu estou. Tudo bem. Faz todo o sentido pensar com a caceba olhando de fora. Mas de dentro não. E se é dentro que estou, o sentido se encerra aqui (o sentido comeca aqui) onde fico a morar.
Evaporar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Onde ancoraste?
E eu sei que é louco
Mas eu achei
Que o fim da resposta era amor.
Desculpe, agora é doce
Aquela pessoa era outra
Desculpe, sem culpa
Não se perca, pelo menos
Aquele está guardado
A gente precisou de dor
Digo: eu
Mas ficou uma coisa boa pra cantar
Algo que eu sei
Pelo que esperar.
Mas eu achei
Que o fim da resposta era amor.
Desculpe, agora é doce
Aquela pessoa era outra
Desculpe, sem culpa
Não se perca, pelo menos
Aquele está guardado
A gente precisou de dor
Digo: eu
Mas ficou uma coisa boa pra cantar
Algo que eu sei
Pelo que esperar.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida...
... preciso demais desabafar.
Deu pau na linha, o sistema chegou. Onde tinha que chegar. Pra não explodir.
Agora escuta o grito, vê se dói no ouvido. A raiva come solta. De onde vem, não sei. Me explica aí se quiser. E se não achar que precisa, abandona, parceiro. Não é assim que a gente faz? Esconder a carta não faz sentido, ou eu to errada, ou eu tô demasiada envolvida. O medo tomou conta do corpo, o que fica é o bloqueio. E a luta pra ele se dissolver. Enquanto me pego na tentativa do amor, vem logo a corrosão. É uma granada aberta - no menor susto, ela tá explodindo. E o acontecido é afastado pra outro lugar. Não morto, mas distanciado. É parceiro, é assim que a gente faz. Vai me dizer que não? Não é fácil, não é de lei também, mas que correr é hábito, é, e cada vez um tanto mais. Ou é intriga da oposição. Mas vê aí na rua, tem sempre alguém pra pagar a conta. E no muito, sempre é o fraco. Então vi isso, de peito quase todo aberto fui rápido pro meio. Da batalha. Encarando - de verdade? - um outro. E o que deu foi bomba. Teve tiro. Não. Teve grito. Não. O que teve foi soco. Sempre no meio do rosto. E daí vem a pergunta: onde é que a gente aprende a se fechar? É pagamento ou é proteção? Saber o caminho é que é o problema. Mas de vez em quando, provocar não vale pouco.
No fundo eu só queria te perguntar. Por que que a gente é assim, vive a se machucar? E ás vezes parece tão inevitável... De qualquer jeito, se fogem e se eu fujo, se gritam e se amam e se odeiam, tem aqui um recado pra alardear: tô no jogo. Se não tem conversa, ah sim, eu vou ter que conversar. E de preferência sinceramente. Se aqui é parede, a bolinha vai voltar.
(Só um sorriso pra mostrar que tá tudo bem, vai?)
Deu pau na linha, o sistema chegou. Onde tinha que chegar. Pra não explodir.
Agora escuta o grito, vê se dói no ouvido. A raiva come solta. De onde vem, não sei. Me explica aí se quiser. E se não achar que precisa, abandona, parceiro. Não é assim que a gente faz? Esconder a carta não faz sentido, ou eu to errada, ou eu tô demasiada envolvida. O medo tomou conta do corpo, o que fica é o bloqueio. E a luta pra ele se dissolver. Enquanto me pego na tentativa do amor, vem logo a corrosão. É uma granada aberta - no menor susto, ela tá explodindo. E o acontecido é afastado pra outro lugar. Não morto, mas distanciado. É parceiro, é assim que a gente faz. Vai me dizer que não? Não é fácil, não é de lei também, mas que correr é hábito, é, e cada vez um tanto mais. Ou é intriga da oposição. Mas vê aí na rua, tem sempre alguém pra pagar a conta. E no muito, sempre é o fraco. Então vi isso, de peito quase todo aberto fui rápido pro meio. Da batalha. Encarando - de verdade? - um outro. E o que deu foi bomba. Teve tiro. Não. Teve grito. Não. O que teve foi soco. Sempre no meio do rosto. E daí vem a pergunta: onde é que a gente aprende a se fechar? É pagamento ou é proteção? Saber o caminho é que é o problema. Mas de vez em quando, provocar não vale pouco.
No fundo eu só queria te perguntar. Por que que a gente é assim, vive a se machucar? E ás vezes parece tão inevitável... De qualquer jeito, se fogem e se eu fujo, se gritam e se amam e se odeiam, tem aqui um recado pra alardear: tô no jogo. Se não tem conversa, ah sim, eu vou ter que conversar. E de preferência sinceramente. Se aqui é parede, a bolinha vai voltar.
(Só um sorriso pra mostrar que tá tudo bem, vai?)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
roncou
Nhenhenhenhenhenhenhenhe.
Roncou, roncou.
Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome.
Parado, viu?
Alguém mandou.
Fcar assim.
Como se faz, depois.
Pra achar você mesmo?
No meio, dos esconderijo?
Que foram se armando..
Você tá falando comigo?
O que se desmancha é difícil de concertar.
Pecado nisso, tenho.
E hei de arrumar.
Pera lá.
A gente fez errado junto.
Agora temo de se ajudá.
Roncou, roncou.
Roncou de raiva a cuíca, roncou de fome.
Parado, viu?
Alguém mandou.
Fcar assim.
Como se faz, depois.
Pra achar você mesmo?
No meio, dos esconderijo?
Que foram se armando..
Você tá falando comigo?
O que se desmancha é difícil de concertar.
Pecado nisso, tenho.
E hei de arrumar.
Pera lá.
A gente fez errado junto.
Agora temo de se ajudá.
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