dê um bocado de coração
foge pra rua devagar
pra eu correr atrás e pedir perdão
dá sua mãozinha
se esforça pra entender minha canção
desculpa se eu fui vazia
vê se volta agora
tô querendo dividir um pão
bem-me-quer vamos dançar?
tô na janela sorrindo sempre
tô aqui pra te esperar
ó querido perdoa o lavrado
que fiz ocê fazer
não quis machucar
fica bem, vem pra mim
pra gente vê se sabe esquecer
do mal que fizemo
e tentar acender
a beleza da lareira sendo forte
o ano inteiro
domingo, 16 de maio de 2010
Que era ruim a sensibilidade
Quem sabe do que não parece e pode parecer e talvez um dia pareça e seja e não sei?
Houve um dia uma máquina. Tinha cabos, muitos, muitos, e vivia numa comunidade cheia de máquinas parecidas com ela: também tinham engrenagens que se encaixavam do jeito mais perfeito possível, e todas as suas partes eram feitas de pequeninas unidades que também eram como universos minúsculos, e no topo da máquina, havia o controle e no meio, havia a energia. Mas cada máquina era diferente por alguma coisa a mais que sabiam fazer. Essa máquina parecia conseguir captar as menores nuances possíveis de se captar no mundo. As menorzinhas de todas até. A coisa é que a máquina não sabia se podia registrar o que captava como verdadeiro, porque começava a calcular que podia ser irreal e precisava de uma comprovação, - e isso levava tempos grandes - mas no final das contas mesmo, no finalzinho demorado que se seguia, a máquina vinha a descobrir que estava captando uma percepção real da situação. "O mundo dá voltas de verdade", se seguia em sua caixa registradora. O tempo lhe desgastava muito, lhe causava ferrugem e cortes e era obrigada a não se auto-destruir por saber que na frente a comprovação chegaria. Conseguia energia do sol, por assim dizer - como se fizesse fotossíntese - a maioria da energia, melhor explicando. Conseguia do jeito natural também, mas era pouquinho que só e lhe dava uns trancos fortes que chegavam quase a quebrá-la quando lhe negavam as migalhinhas. Pois então ocorreu: um dia lhe disseram que isso de captar coisas a mais e etc era ruim. Também outras máquinas, mais que qualquer coisa, lhe mostraram que captações por demais e acreditações por demais e energia latente no meio por demais não era bom não. Então a máquina começou a cortar isso e um dia (triste) percebeu que não estava doendo mais. Que não esperava nada mais. Que fizesse chuva ou sol, ela estaria bem. A porta estava fechada.
Mas isso era triste e ela tentou mudar porque trabalhava muito nessas questões. E no fim não sei o fim porque foram em outros tempos e parece-se que tá apagadinha essa parte da história, como se não fosse para saber ainda.
Mas...
o que é que tá batendo de verdade dentro deles? O que é que pensam mesmo?
(não tem limitação. se a gente fosse sincero...)
Houve um dia uma máquina. Tinha cabos, muitos, muitos, e vivia numa comunidade cheia de máquinas parecidas com ela: também tinham engrenagens que se encaixavam do jeito mais perfeito possível, e todas as suas partes eram feitas de pequeninas unidades que também eram como universos minúsculos, e no topo da máquina, havia o controle e no meio, havia a energia. Mas cada máquina era diferente por alguma coisa a mais que sabiam fazer. Essa máquina parecia conseguir captar as menores nuances possíveis de se captar no mundo. As menorzinhas de todas até. A coisa é que a máquina não sabia se podia registrar o que captava como verdadeiro, porque começava a calcular que podia ser irreal e precisava de uma comprovação, - e isso levava tempos grandes - mas no final das contas mesmo, no finalzinho demorado que se seguia, a máquina vinha a descobrir que estava captando uma percepção real da situação. "O mundo dá voltas de verdade", se seguia em sua caixa registradora. O tempo lhe desgastava muito, lhe causava ferrugem e cortes e era obrigada a não se auto-destruir por saber que na frente a comprovação chegaria. Conseguia energia do sol, por assim dizer - como se fizesse fotossíntese - a maioria da energia, melhor explicando. Conseguia do jeito natural também, mas era pouquinho que só e lhe dava uns trancos fortes que chegavam quase a quebrá-la quando lhe negavam as migalhinhas. Pois então ocorreu: um dia lhe disseram que isso de captar coisas a mais e etc era ruim. Também outras máquinas, mais que qualquer coisa, lhe mostraram que captações por demais e acreditações por demais e energia latente no meio por demais não era bom não. Então a máquina começou a cortar isso e um dia (triste) percebeu que não estava doendo mais. Que não esperava nada mais. Que fizesse chuva ou sol, ela estaria bem. A porta estava fechada.
Mas isso era triste e ela tentou mudar porque trabalhava muito nessas questões. E no fim não sei o fim porque foram em outros tempos e parece-se que tá apagadinha essa parte da história, como se não fosse para saber ainda.
Mas...
o que é que tá batendo de verdade dentro deles? O que é que pensam mesmo?
(não tem limitação. se a gente fosse sincero...)
sábado, 15 de maio de 2010
amanhã não perturbo mais
Joga a chave meu bem
Aqui fora tá ruim demais
Cheguei tarde perturbei teu sono
Amanhã, não perturbo mais...
Adoniran.
Aqui fora tá ruim demais
Cheguei tarde perturbei teu sono
Amanhã, não perturbo mais...
Adoniran.
terça-feira, 11 de maio de 2010
se nao eu grito
Me diga por que isso acontece. O pobre homem sobe a rua, lembrando-se dos pais que ficaram para trás numa camâra de gás, do país que deixou, das horas sozinho que teve de passar, sem nenhum olhar, nenhum sorriso, nada além do possível. Embora pareça claro e simples e portanto certo, dizem tanto que o que precisamos fazer é só...o possível. Mas dá pra fazer melhor. Dá pra ser melhor. Me diz? Papai ás vezes fala de um jeito muito amigável, dizendo que tenho direitos, e o professor diz pra não tomar decisões á noite, e nunca se matar por alguém; ele disse assim: "verdade meninas, nenhum garoto merece que você morra por ele. verdade". E tão bobito que até dá vontade de chorar. É, dá pra ser melhor. Não dá? Dá pra ir além do que consideram bom e fazer algo verdadeiro. Sei que sim... sei que sim. (tentarei não me trair).
E um bilhão de pontas apontam pra um caminho, por que pareço querer simplesmente o outro? Enfrentar milhões de risos e tudo mais, só pra ter a certeza de que fiz o que podia fazer. E o que quero é só que me respeitem, e respeitem as pessoas. Não forçem nada, por favor. Deixem que nós, crianças, crescamos com um pouco mais do que o pobre homem que subia a rua conformado...e distante.
(se não eu vou gritar). HAHAHA
E um bilhão de pontas apontam pra um caminho, por que pareço querer simplesmente o outro? Enfrentar milhões de risos e tudo mais, só pra ter a certeza de que fiz o que podia fazer. E o que quero é só que me respeitem, e respeitem as pessoas. Não forçem nada, por favor. Deixem que nós, crianças, crescamos com um pouco mais do que o pobre homem que subia a rua conformado...e distante.
(se não eu vou gritar). HAHAHA
sexta-feira, 7 de maio de 2010
eu tô andando numa rua pulando
- Uuui, que sono. Blablabla, minha filha, dá pra inventá conversa nova não? Pois digo que o frango tá fritando, puts grila, que assação de batata, hein? Vá me contar uma história, quaqrqué uma, mas uma dum jeito mais ajeitadim, por favor.. hein hein? Ô gente, que canseira doida.
você tem que. você tá errada. eu te amo. você é uma excelente pessoa. eu tô com dor de estômago. eu fiz mais que você. meu umbigo é lindo. meu namoro é lindo. meu menino é lindo. eu tô por cima. não venha me contar nada, eu não vou ouvir. é hora de passar por cima. você precisa passar por isso. você não sabe fazer nada. você é fraca. você não entende o mundo. você é sensível demais. se você não estudar, não vai conseguir nada. se você não se matar de trabalhar, até os tímpanos estourarem de tanta pressão, será pobre e infeliz e ninguém te amará. se não seguir o protocolo, vai se fuder. se não obedecer á risca as autoridades, será humilhado. se não se arruma, não brilha. se não pula na frente dos outros, ninguém te percebe. se não compete, não é gente. ai que amor. ai, que vida perfeita. ai ai ai. ai que linda a foto posta na parede pra mostrar a exatidão da falta de sinceridade da vida. que beleza. que be-le-za. é amor de hipócrita, e amor de hipócrita não conta.
qué sabe, broderagem? meu preto no branco tá nascendo, to sincerando? prestenção, vai. vão pra puta que pariu essas merdas de regras. o respeito é esse: compreensão do outro. né? e na escola, na maioria dos meios, na rua, no mercado, no etc e etc, cadê a história do respeito? aha. se você tem que fazer a mesma coisa que todo mundo faz, sem ninguém nunca ter te perguntado o que pensava daquilo, se achava que tinha sentido, então... isso é respeito? e agir diferente, também não causa bilhões de burburinhos empurrados sem licença ouvido a baixo? que coisa. enquanto todos gritavam pra fazer o que queriam, minha vó só tentava entender, por mais que não totalmente concordava. ninguém percebe, mas ela é a mais quieta da família, quase ninguém estuda e é, pelo que tenho visto, a mais esperta e perceptiva de todas.
Ordem nova.
Vinda da TV.
Descobri essa semana.
Pela primeira vez na vida, ser a cigarra. Você não atinge o sucesso e depois fica feliz. A alegria, a brincadeira, é que te levam ao sucesso. Você tem que sempre resgatar a criança interior. E o que eu chamo de enfrentamento, agora, é ter coragem de dar a cara a tapa. fazer o que o coração manda mesmo, mesmo que todo mundo diga que não é pra fazer assim. "Você tem que passar por isso, não tem jeito. Depois melhora." Sim, e depois e depois e sempre depois. Não. Se eu não resolvo agora, o problema se estende. E eu não tenho que nada, falou? Como assim seguir uma coisa que não tem sentido e que ninguém me explicou? Que que é isso.. nasci com cérebro pra quê? Hipocrisia me corrói, falou, gente boa? A ignorância e a autenticidade são as coisas mais lindas da vida. É nelas que mora uma coisa preciosa: o genuíno.
Hm, provoco mesmo. Daí perde-se o medo.
Cutuquei a onça com a vara mais cura que eu tinha...
você tem que. você tá errada. eu te amo. você é uma excelente pessoa. eu tô com dor de estômago. eu fiz mais que você. meu umbigo é lindo. meu namoro é lindo. meu menino é lindo. eu tô por cima. não venha me contar nada, eu não vou ouvir. é hora de passar por cima. você precisa passar por isso. você não sabe fazer nada. você é fraca. você não entende o mundo. você é sensível demais. se você não estudar, não vai conseguir nada. se você não se matar de trabalhar, até os tímpanos estourarem de tanta pressão, será pobre e infeliz e ninguém te amará. se não seguir o protocolo, vai se fuder. se não obedecer á risca as autoridades, será humilhado. se não se arruma, não brilha. se não pula na frente dos outros, ninguém te percebe. se não compete, não é gente. ai que amor. ai, que vida perfeita. ai ai ai. ai que linda a foto posta na parede pra mostrar a exatidão da falta de sinceridade da vida. que beleza. que be-le-za. é amor de hipócrita, e amor de hipócrita não conta.
qué sabe, broderagem? meu preto no branco tá nascendo, to sincerando? prestenção, vai. vão pra puta que pariu essas merdas de regras. o respeito é esse: compreensão do outro. né? e na escola, na maioria dos meios, na rua, no mercado, no etc e etc, cadê a história do respeito? aha. se você tem que fazer a mesma coisa que todo mundo faz, sem ninguém nunca ter te perguntado o que pensava daquilo, se achava que tinha sentido, então... isso é respeito? e agir diferente, também não causa bilhões de burburinhos empurrados sem licença ouvido a baixo? que coisa. enquanto todos gritavam pra fazer o que queriam, minha vó só tentava entender, por mais que não totalmente concordava. ninguém percebe, mas ela é a mais quieta da família, quase ninguém estuda e é, pelo que tenho visto, a mais esperta e perceptiva de todas.
Ordem nova.
Vinda da TV.
Descobri essa semana.
Pela primeira vez na vida, ser a cigarra. Você não atinge o sucesso e depois fica feliz. A alegria, a brincadeira, é que te levam ao sucesso. Você tem que sempre resgatar a criança interior. E o que eu chamo de enfrentamento, agora, é ter coragem de dar a cara a tapa. fazer o que o coração manda mesmo, mesmo que todo mundo diga que não é pra fazer assim. "Você tem que passar por isso, não tem jeito. Depois melhora." Sim, e depois e depois e sempre depois. Não. Se eu não resolvo agora, o problema se estende. E eu não tenho que nada, falou? Como assim seguir uma coisa que não tem sentido e que ninguém me explicou? Que que é isso.. nasci com cérebro pra quê? Hipocrisia me corrói, falou, gente boa? A ignorância e a autenticidade são as coisas mais lindas da vida. É nelas que mora uma coisa preciosa: o genuíno.
Hm, provoco mesmo. Daí perde-se o medo.
Cutuquei a onça com a vara mais cura que eu tinha...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
nothing can be ruled, I try to understand,
pai do céu, tu se importa que eu sei, eu tava no chão, ouvindo, dormindo, cantando, feliz, feliz, feliz, brigada. aquele dia mudou muito, hoje a dor passa e não fica, o que é certo se acerta, a ferida cicatriza. eu to tentando, a mente ta quietando, tem gente boa do meu lado, agora eu sei que sei. o demônio tá indo embora, te juro juro. nao vou contar vitória, mas eu acho que to vencendo. o medo, o desespero, o apego. tá bom que só. entra a vida e sai o nó. que fique o verdadeiro. tirei o meio e tô achando o que é inteiro. a criancinha sorri e eu dou risada. lá fora é sol, eu saio e brindo. não me ofendi esses dias. não fiz nada de mau não. o rumo dagora é a alegria, entendi. na primeira vez então, pensar tá pro segundo plano. o mundo tá girando. a vida tá andando. o peso saiu. fui sincera. quem vem primeiro agora é a vontade, e depois o fazer. nascendo por dentro e expelindo pra fora. do jeito bom de ser... indo na fé e comendo fruta. vô esquecer não, que o que gosto é sossego.
If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed.
If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed.
aruarera
Ah, eu deixo de canto
meu menino baiano
as coisa foram dissolvendo
e a sorte boa, doía doía
ah, menino
menino
meu olho tanto ardia
as ferida
eu nem nunca ma'iscondia
tu ficava na janela
sem observar
passeava todo belo
e eu me punha a chorar
mas tu que sabe
menino, menino
ve que as coisa ja se acerta
meu mundo ta feitinho
se tirando o vazio
tome conta
do meu conto
fiquei feliz
eu te juro
que a tormenta passô
meu menino baiano
as coisa foram dissolvendo
e a sorte boa, doía doía
ah, menino
menino
meu olho tanto ardia
as ferida
eu nem nunca ma'iscondia
tu ficava na janela
sem observar
passeava todo belo
e eu me punha a chorar
mas tu que sabe
menino, menino
ve que as coisa ja se acerta
meu mundo ta feitinho
se tirando o vazio
tome conta
do meu conto
fiquei feliz
eu te juro
que a tormenta passô
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